Proposta Pedagógica - PP
ESCOLA MUNICIPAL PRESIDENTE DUTRA
POVOADO LAGOA BONITA
NOSSA SENHORA DA GLÓRIA-SE
“Ninguém nasce feito. Vamos nos
formandos aos poucos na prática social de que tomamos parte”.
“Não basta dizer que a educação é
um ato político, assim como não basta dizer que o ato político também é educativo.
“É preciso assumir realmente a poeticidade da educação”.
Paulo Freire
SUMÁRIO
1-
Introdução
2-
Fins e Objetivos da Escola
2.1- Objetivo
Geral
2.2- Objetivos
Específicos
3 -
Organização Curricular
4 –
Desenvolvimento da Proposta Pedagógica
5 –
Sistemática de Ensino.
6 –
Verificação do Rendimento Escolar ( Avaliação )
6.1 –Conclusão
7 – Referencia
Bibliográfica
1- IDENTIFICAÇÃO
UNIDADE
ESCOLAR: Escola Municipal Presidente Dutra
CNPJ:
01.908.057/0001-56
Praça da Matriz- S/N
Povoado Lagoa Bonita
Nossa Senhora
da Glória-SE
HARÁRIO
DE FUNCIONAMENTO: 7:30 às 22:40h.
TURNOS:
MATUTINO: 7:30 às 11:50h.
VESPERTINO: 13:15 às 17:30h.
NOTURNO: 18:30 às 22:40h.
GOVERNO
MUNICIPAL
SECRETARIA
MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
1 – INTRODUÇÃO
Quando
o assunto é educação, são muitos os obstáculos e desafios a serem ultrapassados
e vencidos, particularmente num país de contrastes como Brasil onde convivem
grandes desigualdades econômicas. Diante dessa conjuntura, coloca-se o desafio
de que a educação não seja um fator suplementar de exclusão social, mas que contribua
para promoção e integração de todos, voltando-se para a construção da cidadania,
não como meta a ser atingida num futuro distante, mas como prática efetiva que
deve ser realizado no momento presente.
Trata-se
da busca de uma educação voltada à construção do conhecimento e reconhecer a
importância desta em relação à emancipação do sujeito ao exercício da
cidadania. Reforça-se assim a reorganização da escola, baseada numa nova
concepção de conhecimento, operando com teorias de aprendizagem e formas de organização
de ensino que superem as práticas pedagógicas tradicionais, centradas na
memorização mecânica e na reprodução de informações descontextualizadas,
anacrônicas ou sem utilidades práticas.
A
escola, campo específico de educação, onde se estabelecem crenças, idéias e
valores, considera a pluralidade e diversidade das forças que formam o
movimento social. Torna-se o lugar privilegiado na formação do professor, com
efeitos claros e rápidos sobre sua prática pedagógica ao valorizar
peculiaridades e demandas, limites e facilidades da rotina escolar. Como espaço
de ações pedagógicas, a escola permite ao professor tematizar e refletir sobre
sua prática, valorizando o saber que se produz no cotidiano.
A Proposta Pedagógica mostra o parecer
educacional da escola dando ênfase ao processo ensino-aprendizagem. É através
dele que a escola saberá com clareza como caminhar e sua razão de existir, onde
estarão refletidos no projeto de tal modo que todos devam entender a que se
propõe a escola.
A Proposta deverá estar numa
constante construção e reconstrução. “Com as possibilidades de definição de
metas coletivas que possam conduzir à busca da elaboração de um patrimônio
ideal comum e não exclusivamente baseado na participação comum nos processos
técnico-burocráticos aí instituídos” (Vattino, 92).
A proposta visa melhorar a qualidade de
ensino, garantindo a aprendizagem efetiva dos alunos e as expectativas de sua
família.
Pensando nessa perspectiva, a Escola
Municipal “Presidente Dutra”, vem promovendo reuniões, encontros e reflexões
com a sua comunidade escolar para a definição básica de sua Proposta, tendo
presente que o mesmo é um situar-se num horizonte de possibilidades, na
comunidade, no cotidiano, fundamentado em indagações como: Que tipo de educação
se quer? Que tipo de cidadão se deseja formar?
Por isso, a escola consubstancia-se em
sua especificidade, enfatizando a reciprocidade, a interação, a reflexão, a
revisão, o redimensionamento, a avaliação, a reestruturação do processo
ensino-aprendizagem com estimulação das mudanças necessárias e urgente.
Partindo
do princípio de que a educação é um processo contínuo, gradativo e progressivo,
entendemos que esta deverá permitir ao educando a oportunidade de crescer e
desenvolver-se à medida que o auxiliamos a alcançar sua maturidade
física-psico-social, de maneira que se desenvolva plenamente em suas
potencialidades, levando-o a elaborar e executar seu projeto de vida.
A função social da escola, em
qualquer dos seus níveis é a de constituir-se em espaço privilegiado de
aprofundamento e revisão de experiências dos educandos com vistas à
socialização do conhecimento.
Após análise situacional da
Escola Municipal Presidente Dutra, constatou-se à necessidade premente de mudanças
no espaço físico, dificuldade na aprendizagem dos alunos e a necessidade de
incremento de recursos pedagógicos necessários ao processo ensino-aprendizagem.
Diante desse diagnóstico,
fica patente a importância da elaboração da Proposta Pedagógica, através da
qual a Escola Municipal Presidente Dutra se propõe a sanar tais entraves à
qualidade de ensino, proporcionando ao aluno o pleno desenvolvimento de suas
habilidades sócio-político-filosóficas.
Sabe-se que os parâmetros
curriculares nacionais propõem que cada escola formule sua Proposta Pedagógica,
compartilhado por toda a equipe, para que a melhoria da qualidade da educação
resulte da co-responsabilidade entre todos os membros da comunidade escolar.
Salienta ainda que a forma mais eficaz de elaboração e desenvolvimento de
projetos educacionais envolve o debate em grupo no local de trabalho.
Segundo a LDB, no seu artigo 12, “os estabelecimentos de ensino
respeitadas as normas comuns e as dos seus sistemas de ensino, terão a
incumbência de:
I-elaborar
e executar sua proposta pedagógica;
II
- administrar seu pessoal e seus recursos financeiros;
III-assegurar
o cumprimento dos dias letivos e horas-aulas estabelecidas;
IV-velar
pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente;
V-prover
meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento;
VI-articular-se
com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade
com a escola;
VII-informar
os pais e responsáveis sobre a freqüência e rendimento dos alunos, bem como
sobre a execução de sua proposta pedagógica;
VIII-notificar
ao Conselho Tutelar do Município, ao juiz competente da Comarca e ao respectivo
representante do Ministério Publico a relação dos alunos que representem
quantidade de faltas acima de cinqüenta por cento do percentual permitido em
lei. (Inciso incluído pela Lei nº
10.287, de 20.09.2001)
Dessa forma esse preceito
legal está sustentado na idéia de que a escola deve assumir, como uma de suas
principais tarefas, o trabalho de refletir sobre sua intencionalidade
educativa.
O projeto pedagógico, sempre
parte do que já existe na escola e propõe outros significados à sua realidade.
Em função disso, ele se torna, ao mesmo tempo, um dever e um direito da escola:
Um dever por se tratar do elemento responsável pela vida da escola em seu tempo
institucional. Um direito porque, por meio dele, a escola consolida sua
autonomia e seus componentes podem pensar executar e avaliar o seu próprio
trabalho.
A partir dele pode ser definido o
currículo escolar com sua expressão clara que se desenvolve no cotidiano das
salas de aula.
Contudo, uma educação de
qualidade é aquela que tem Proposta Pedagógica compromissada com a transformação
da realidade. Aquela que considera tanto a participação tecnológica quanto a
participação do indivíduo no processo de definição dos rumos da sociedade em
que vive nas diferentes instituições e nos movimentos da sociedade civil
organizada, que compreende a relação dialética entre quantidade e qualidade,
além dos seus aspectos políticos e formais que caminham juntos.
2
- FINS E OBJETIVOS DA ESCOLA
A
Escola Municipal Presidente Dutra oferece o Ensino Fundamental, com as
seguintes finalidades:
·
Fornecer uma educação que venha
proporcionar ao educando a formação necessária ao desenvolvimento de suas
potencialidades, como elemento de auto-realização preparando-o para o trabalho
e o exercício consciente da cidadania.
·
Garantir no âmbito escolar, os objetivos
preconizados pela legislação de ensino, considerando as características e
necessidades da comunidade escolar.
·
Desenvolver o processo educativo
fundamentado no princípio de participação da família e da comunidade,
realizando a questão democrática.
2.1-OBJETIVO GERAL
Possibilitar experiências que
leve o aluno a impulsionar seu espírito crítico, criativo, reflexivo e
participativo ajudando em sua formação com o meio em que vive, reconhecendo sua
importância como membro essencial do processo educativo.
2.2 - OBJETIVOS ESPECÍFICOS
·
Dar condições para o desenvolvimento
integral da criança, valorizando seu universo cultural e ampliação de seus
conhecimentos;
· Participar
do processo educativo cultivando o respeito, a dignidade e a liberdade humana,
compreendendo os direitos do ser humano e proporcionando meios de torná-lo
consciente de seus deveres;
· Conscientizar
o aluno quanto a sua necessidade de criar, expressar-se e interagir;
· Contribuir
para que haja melhoria na qualidade de ensino através de uma prática pedagógica
voltada para construção do saber nas diversas áreas do conhecimento,
valorizando a experiência do aluno;
· Aplicar
metodologias que possibilite ao aluno melhor compreensão dos conteúdos
desenvolvidos;
· Promover
a integração escola-família-comunidade, como forma de fortalecimento,
otimização e operacionalização do fazer educativo, utilizando atividades
diversificadas pautada na dinâmica de grupos que envolva prazerosamente a
todos;
·
Nalcançar os objetivos propostos no
processo educativo;
·
Planejar e executar atividades em grupo
sob orientação das equipes docente e administrativa com a finalidade de obter
conhecimentos sobre os temas transversais, melhorando assim o processo
ensino-aprendizagem;
·
Estabelecer planos e programas de
pesquisa, palestras, debates, estudos, aperfeiçoamento envolvendo a comunidade
e a escola;
3– ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
O
Ensino Fundamental, com duração mínima de nove anos, obrigatório a partir dos
seis anos de idade, tem por objetivo a formação básica do cidadão mediante; A
garantia do domínio progressivo da leitura, da escrita, da expressão oral e do
cálculo, como instrumento para compreensão e solução dos problemas humanos e o
acesso sistemático aos conhecimentos, bem como a compreensão do ambiente natural e social, do
sistema político, da tecnologia e dos valores em que se fundamenta a sociedade,
valorizando a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes
e valores, fortalecendo os vínculos de
família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se
assenta eticamente a vida social; O desenvolvimento da capacidade de reflexão e
criação, em busca de uma participação consciente no meio social.
As
Diretrizes Curriculares Nacionais, seguindo orientação da LDB Nº9.394/96, não
configuram currículos únicos ou mínimos, segundo a concepção tradicional, mas
identificam competências a serem desenvolvidas pelos alunos, deslocando a
ênfase do ensino para a aprendizagem e para o desenvolvimento de competências,
como foco central das normas nacionais.
Assim,
a Proposta Pedagógica do Ensino Fundamental, deve promover em sua prática de
educação a integração entre os aspectos físicos, emocionais, afetivos,
cognitivo-linguístico e sociais da criança, entendendo que ela é um ser total,
completo e indivisível.
Desenvolver
habilidades e competências pressupõe disponibilizar, na estrutura cognitiva,
recursos mobilizáveis que assumirão sua postura em sinergia, objetivando um
agir eficiente em situações complexas do sujeito. Esses recursos mobilizáveis,
que correspondem às aprendizagens, adquiridas ao longo da vida de cada ser
humano, serão mais eficientes quando oriundas de várias fontes (interdisciplinaridade)
e puderem estar a serviço de várias intenções em situações múltiplas e
concretas, conforme a exigência do contexto em que a pessoa se encontre. Sendo
assim, ao conceito de aprendizagens significativas somam-se os de habilidades e
competências aqui compreendidas como atributos intelectuais e cognitivos
apreendidos a partir das ações educativas e disponíveis para agir eficiente em
qualquer situação de vida de cada ser humano.
A aprendizagem é a
aquisição de conhecimentos e habilidades usadas na solução de problemas reais
da vida. O aluno que desenvolve seus conhecimentos, que questiona que integra
socialmente, descobrirá respostas e participara ativamente das soluções que
modificarão e melhorarão o contexto social em que vive.
Dar
condições para que isso aconteça é a função do professor e o objetivo da
escola. A esta cabe proporcionar ao aluno o desenvolvimento das capacidades de
observação, reflexão, discriminação, julgamento, decisão, criação, comunicação
e cooperação. Quanto mais rica e variada for as experiência vivida pelo aluno
na escola, maior será sua aprendizagem. Partindo
desse principio a escola desenvolvera os seus programas de Ensino em cada área
do Conhecimento conforme descrito a abaixo:
a)PORTUGUÊS
Partindo
do princípio de que o aluno ao chegar à escola traz seus valores, sua linguagem
e sua maneira de ser e agir cabe, portanto, ao professor valorizar o universo
de cada aluno, respeitando seus interesses e dando-lhes ao mesmo tempo a
oportunidade de tentar novas experiências que resultem em aprendizado.
Ensinamos Língua Portuguesa para alunos falantes de português, que já têm,
portanto, suficiente domínio da língua materna para comunicar-se na medida de
suas necessidades. Dessa maneira o aluno
chega à escola portando um conhecimento lingüístico próprio, em diferentes
graus e variações, mas que não deixa de ser eficaz para se estabelecer a
comunicação, independentemente da consciência ou não do uso das regras.
Por
isso temos como proposta principal desenvolver no aluno, a capacidade de se
comunicar de maneira criativa e eficaz através da fala ou da escrita, para
assim poder integrar-se no meio social em que vive.
Com
o objetivo de estimular o prazer da leitura, utilizaremos textos variados, na
maior parte extraída de obras dos principais autores brasileiros, leituras para crianças, jovens e adolescentes,
adequadas aos interesses e as experiências infanto-juvenis. Os temas tratarão
de aspectos que permeia a fantasia e também a realidade do seu dia-a-dia.
Lendo, conversando e interpretando os textos, o aluno terá oportunidade de
refletir e assimilar o conteúdo.
A
melhor forma de iniciar o estudo do texto é criar no aluno a vontade e a
necessidade da leitura. Para isso o estimulo inicial é importante, o que poderá
ser feito de diferentes maneiras, prevalecendo sempre à intenção de
despertar-lhe o interesse e o gosto pela atividade que ira realizar. Assim
pretende-se reconhecer a leitura como um instrumento valioso para a apropriação
de conhecimentos relativos ao mundo exterior; não apenas isso; ela pode se
constituir também em um poderoso instrumento para o autoconhecimento. Apresentar
gravuras referentes ao tema e utilizar o titulo do texto para uma conversa
informal, incentivando a imaginação na hora da escrita.
Para
que a interação sujeito-texto seja forte de criação, elaboração de uma palavra
pessoalizados singular, é necessário que a leitura passe a fazer parte de
nossos gestos diários: é preciso sentir necessidades de ler.
Ao
trabalhar o vocabulário, é importante antes de tudo dar aos alunos explicações
clara das palavras ou das expressões que podem dificultar a real compreensão do
texto. Faz-se necessário escrever no quadro, em mural até mesmo em fichas e
interrogar se alguém sabe o significado das palavras expostas. Esta é uma das
estratégias que trará um resultado eficaz.
Não
deve esquecer, que será importante também, criar o hábito da consulta ao dicionário;
facilitando ao aluno uma ampliação de seu vocabulário no uso do dia-a-dia no
meio em vive.
Assim,
o desenvolvimento da capacidade de expressão oral do aluno depende
consideravelmente de a escola constituir-se num ambiente que respeite a escolha
a vez e a voz, a diferença e a diversidade. Mas, sobretudo, depende do ensino
da língua adequado a diferença situações comunicativas, podendo assim
desenvolver seus valores e desenvolver seu senso crítico. Levar os alunos a
utilizarem os conhecimentos adquiridos por meio da pratica de reflexões sobre a
língua para melhorar a capacidade de compreensão, tanto em situações de
comunicação escrita quanto a oral.
b)MATEMÁTCA
A matemática é componente importante na construção da cidadania, ela
precisa estar ao alcance de todos e a democratização do seu ensino deve ser
meta prioritária do trabalho docente. A atividade matemática escolar não é
olhar para as coisas prontas e definitivas, mas sim a construção de um
conhecimento pelo aluno, o desenvolvimento dos conteúdos está programado de
maneira a oferecer ao professor uma serie de perguntas que o ajudará no
diagnóstico da aprendizagem que serve de suporte para diálogos, estimulando a
oralidade, o pensamento, respeitando sempre o ritmo distinto e possibilitando a
adequação dos conteúdos.
O ensino de Matemática, a partir de processos ativos e autônomos do
raciocínio, sugere novas maneiras de se favorecer a reconstrução da matemática
como meta do desenvolvimento do conhecimento.
O desenvolvimento dos conteúdos está programado de maneira a oferecer ao professor uma série de perguntas que o ajudará no diagnóstico da aprendizagem, que serve de suporte para diálogos, estimulando a oralidade, o pensamento, respeitando sempre o ritmo distinto e possibilitando a adequação do conteúdo.
Um dos desafios do ensino da Matemática é a
abordagem de conteúdos para a resolução de problemas. Trata-se de uma
metodologia pela qual o estudante tem oportunidade de aplicar conhecimentos
matemáticos adquiridos em novas situações, de modo a resolver a questão
proposta.
O professor deve fazer uso de práticas
metodológicas para a resolução de problemas, como exposição oral e resolução de
exercícios. Isso torna as aulas mais dinâmicas e não restringe o ensino de
Matemática a modelos clássicos. A resolução de problemas possibilita
compreender os argumentos matemáticos e ajuda a vê-los como um conhecimento
passível de ser apreendido pelos sujeitos do processo de ensino e aprendizagem.
Cabe ao professor assegurar um espaço de discussão
no qual os alunos pensem sobre os problemas que irão resolver, elaborem uma
estratégia, apresentem suas hipóteses e façam o registro da solução encontrada
ou de recursos que utilizaram para chegarem ao resultado. Isso favorece a
formação do pensamento matemático, livre do apego às regras. O aluno pode
lançar mão de recursos como a oralidade, o desenho e outros, até se sentir à
vontade para utilizar sinais matemáticos.
As etapas da resolução de problemas são:
compreender o problema; destacar informações, dados importantes do problema,
para a sua resolução; elaborar um plano de resolução; executar o plano;
conferir resultados; estabelecer nova estratégia, se necessário, até chegar a
uma solução aceitável.
c)HISTÓRIA
O ensino de
História não é um filme sobre o passado que o professor explica aos alunos,
descrevendo como os fatos vividos pela humanidade se sucederam. Em sua
essência, ele apresenta uma dinâmica própria que ultrapassa as paredes da
pesquisa, vai além de uma simples descrição do passado e se aproxima da
narrativa histórica. Nessa, as tramas das relações sociais são tecidas no
cotidiano e explicitadas no contexto da construção do conhecimento histórico.
A construção do passado se dá no momento em que a criança tem a percepção do seu próprio eu e quando inicia a construção da sua própria identidade.
Acreditamos que a disciplina de História no Ensino Fundamental esteja
intensamente compromissada com o pleno desenvolvimento da cidadania, voltada à
formação de um jovem crítico e que se perceba como gente construtora de sua
própria história, instrumentalizado para compreender, através de continua
reflexão, a sociedade dinâmica em que vive.
Pretendemos analisar, como objeto de estudo, as relações do homem em
sociedade de forma que o aluno se identifique como fazedor da história uma vez
que ela é construída a partir das relações que os homens estabelecem com outros
homens e com a natureza.
Para atingirmos
com êxito as finalidades do ensino de História abordaremos os conteúdos programáticos
de forma problematizadora proporcionando ao aluno a reflexão dos conteúdos a
partir de problemas propostos no desenvolvimento das unidades.
Propor
trabalhos de pesquisa, discussão, montagem de mural explicativo, criar
glossários históricos com desenhos, produção de textos em grupos, colagens,
dramatizações, e outras atividades-metodológicas, proporcionando compreensão
dos temas abordados.
A
impressão que a juventude guarda acerca da história está indissociável da
maneira de como se ensina a história. A obrigatoriedade em decorar fatos, datas
ou nomes fazem com que a juventude encare de forma odiosa a disciplina. Assim,
o maior desafio do trabalho do professor consiste numa mudança da forma
estereotipada de se ver a história, cuja causa encontra-se num ensino passado
equivocado. O professor deve promover uma mudança no pensar o ensino de
história, garantindo uma atitude construtiva do conhecimento por parte do
aluno, deixando a disciplina da história mais atrativa e prazerosa. Ao mesmo
tempo, sabe-se que o ensino de história passa por uma transição em forma de
crise, acompanhando a crise que envolve o sistema de educação nacional, como
também acompanhando as mudanças do fazer historiográfico. A existência do
modelo tradicional de educação, baseado no princípio da transmissão do
conhecimento enquanto verdade inquestionável contribui para a formação de uma
precária concepção sobre a disciplina história, que se torna “acrítica” e passa
a identificar-se como meras lembranças de datas e nomes. Além disso, este
modelo tradicional não atende às necessidades das camadas mais populares quanto
à educação, como também promove hierarquizações entre as disciplinas e
desprestigia o conhecimento dos alunos. Este ambiente de crise apontado para o
ensino atinge em especial o ensino de história, e contribui para a atual
situação do conhecimento da história enquanto “cultura inútil”.
As
mudanças do fazer historiográfico, por sua vez, proporcionam alterações no
conhecimento que se tem sobre a história. Tais mudanças atingem o ensino da
história na medida em que os avanços da produção do conhecimento histórico
estão carregados de um sentimento de insegurança devido ao possível surgimento
de uma história sem síntese e sem referencial. Dessa forma, o ensino de base
deve alinhar-se a uma concepção construtivista do ensino, deixando “de lado” a
verdade absoluta, e deve também conseguir retirar da crise da produção
historiográfica o conhecimento acerca dos novos objetos da história, levando-os
para a sala de aula, de forma que se garanta a construção de um mundo de
conscientização no lugar do atual mundo de alienação.
Assim,
algumas estratégias de ensino são importantes para a execução da tarefa do
ensino de história: o professor pode utilizar determinados métodos que visem
aproximar o aluno do conteúdo trabalhado. Dentre eles destaca-se: 1) a
exposição magistral, que consiste na transmissão dos conteúdos através da
oratória, sendo para este método, “a
magia do discurso” o seu principal aliado. Não obstante, este método pode
causar o erro do conhecimento obtido de maneira passiva, sem a participação do
aluno. Por esta razão, 2) a exposição dialogada apresenta-se como uma outra
alternativa, porque esta forma de transmissão permite a participação do aluno.
O professor, nestes casos, deve ficar atento para que haja o envolvimento do
aluno no tema proposto, para que assim haja êxito por parte do método. 3) a
exposição construtivista, finalmente, apresenta-se como uma forma de
auto-aprendizagem, mas que possui limitações epistemológicas, haja vista que
ela baseia-se na indução ou na dedução. Em todo caso, esta última é a forma
mais participativa do aluno perante o conhecimento.
As
três propostas devem ser empreendidas junto a uma abordagem humanista no
ensino, enfatizando, antes de tudo, o sujeito em sua realidade. A realidade que
é, portanto, algo subjetivo, sendo fruto de experiências pessoais, além de ser
o indivíduo também um ser individual. A psicologia humanista, assim, concebe o
“ensino centrado no aluno” sendo o homem, a despeito dos esforços empreendidos
na educação – que auxiliam na aprendizagem, mas não o determinam em exclusivo –
o “arquiteto de si mesmo”. O ensino
envolve, pois, técnicas de “dirigir sem dirigir”, sem desprezar as potencialidades
dos alunos, antes as pressupondo como sempre existentes. Não descarta, no
entanto, a existência de resistências em todos os alunos para a aprendizagem,
sendo que quanto menor é a resistência, maior serão as potencialidades do
aluno. A experiência e o convívio comprovam a não necessária quebra das
resistências da aprendizagem, pretensiosamente operadas pelos elementos que
compõem as habituais formas de transmissão do conhecimento, de modo que não
será aventuresco auxiliar-se nas bases da abordagem humanista para a obtenção
do êxito da aprendizagem. Diante desta perspectiva, a função do professor está
para além do que se entende por método ou técnica para o ensino. Enfim, para
todo caso, caberá sempre o compromisso do professor, seja na transmissão ou na
intermediação da obtenção do conhecimento, em fazê-lo de forma apaixonada e
competente, para que o estigma que há muito a história carrega seja dissipado.
Tendo
em vista as necessidades imperiosas que aguardam o professor no ambiente do
ensino, considera-se que tal perspectiva deve vir apoiada em estratégias de
discursos descentralizadores, favorecendo a participação e o envolvimento de
todos, e sempre que possível, lançando mão de ferramentas que possibilite a
inserção do debate na sala de aula sobre o tema estudado. Assim, as três metodologias
citadas devem estar associadas ao uso de recursos variados de leitura, partindo
das ferramentas tradicionais de leitura, como é o exemplo do livro didático,
mas também a partir de ferramentas ligadas à cultura áudio-visual, como na
utilização de músicas, produções cinematográficas, apresentação de imagens de
produções artísticas ou o uso de documentários, desde que os mesmos guardem
relação direta com os componentes curriculares de ensino. Nesse quesito, a
proposta se aproxima das sugestões dos parâmetros curriculares nacionais para o
ensino de história, procurando valorizar “[...]
o intercambio de idéias, sugerindo a análise e interpretação de diferentes
fontes e linguagens — imagem, texto, objeto, música etc. —, a comparação entre
informações e o debate acerca de explicações diferentes para um mesmo
acontecimento”. (BRASIL, 1998a, p. 60-1).
Pretende-se
ainda favorecer as situações didáticas ligadas ao diálogo fora do ambiente
escolar, com a realização de visitas monitoradas aos lugares de memória de
referência para a cultura sergipana, contribuindo para a construção do
sentimento de pertencimento a determinada realidade social e cultural:
Além
de gratificante, é altamente instrutivo para professor e alunos o trabalho que
envolva saídas da sala de aula ou mesmo da escola para visitar um museu, ir a
uma exposição de fotografias ou de obras de arte, conhecer um sítio
arqueológico etc. Estes momentos são geralmente lúdicos e representam
oportunidades especiais para que todos se coloquem diante de situações
diferentes, em atividades especiais de acesso a outros tipos de informação e de
envolvimento com as vivências sociais mais amplas da sociedade e do
conhecimento humano. (BRASIL, 1998b, p. 89-90).
Os
procedimentos metodológicos apresentados, correspondendo a uma visão
humanística da disciplina não podem perder de vista as contribuições recentes
para o saber historiográfico, não podendo ser ausente entre os temas tratados a
situação específica das mulheres e dos homens pobres na história, deixando de
lado o caráter elitizado que por muito tempo acompanhou a disciplina. Também
devem ser contempladas as discussões sobre a diversidade cultual, religiosa e
étnica, sobretudo para os temas brasileiros e regionais.
d)GEOGRAFIA
Adquirir conhecimentos básicos de geografia
é algo importante para a vida em sociedade, em particular. Pelo estudo da
geografia os alunos podem desenvolver hábitos e construir valores importantes
para a vida em sociedade.
O
espaço onde vivemos é resultado dos interesses, objetivos e necessidades dos
diversos grupos sociais. O espaço não pode ser analisado como pronto e acabado.
Cabe, portanto à Geografia, levar os alunos a compreenderem a dinâmica desta
organização, lançando mão para isso, da observação, das transformações sociais
políticas.
Na
atualidade, o objeto de estudo da disciplina é o espaço aqui entendido como
produção humana e como resultado de relações sociais, cada vez mais complexos
muda a sociedade, muda a Geografia; e assim mudam-se, necessariamente, os
encaminhamentos do seu ensino em sala de aula. Isso significa revermos a
relação entre professor e aluno, de forma a oportunizar aos educandos
tornarem-se agente no processo ensino-aprendizagem.
Espera-se
que, nessa forma, eles desenvolvam a capacidade de identificar e refletir sobre
diferentes aspectos da realidade, compreendendo a relação sociedade-natureza.
Levando os alunos a navegar pelo mundo.
Para
orientar e estimular a aprendizagem cabe ao professor proporcionar ao educando
experiências e observações, partindo do conteúdo, criando uma relação múltipla
e dinâmica aluno-professor-conteudo. De forma geral, as aulas e o
desenvolvimento do conteúdo programático dessa área de conhecimento será
ministrado por meio de aulas expositivas e explicativas com o auxilio da
leitura do material didático adotado pelo professor de acordo com cada nível série/ano,
bem como estimulando a pesquisa em diferentes fontes de pesquisa disponíveis e
de alcance a realidade da clientela discente.
e)LÍNGUA
INGLESA
A
aquisição da competência em comunicação é o principal ponto do ensino da língua
inglesa. Não é, portanto, mera transmissão de automatismo ou treino gramatical.
É uma experiência de comunicação humana que o educando vivencia como prática de
vida.
Sob o ponto de vista social, o ensino da língua inglesa desenvolve habilidades de compreensão e produção de estratégias cognitivas, como identificar, comparar, combinar, generalizar e memorizar.
Sob o ponto de vista social, o ensino da língua inglesa desenvolve habilidades de compreensão e produção de estratégias cognitivas, como identificar, comparar, combinar, generalizar e memorizar.
Assim, a
aprendizagem possibilitará a percepção do aluno como ser humano e como cidadão.
O ouvir mais do que produzir, através de comandos diários, explanações dos
tópicos, músicas, jogos e vocabulário dinamizam e direcionam o encorajamento da
comunicação através de situações de estímulo e produções orais e escritas
A partir do Conteúdo Estruturante, serão trabalhadas
questões lingüísticas, sociopragmáticas, culturais e discursivas, bem como as
práticas do uso da língua: leitura, oralidade e escrita. O ponto de partida da
aula de Língua Estrangeira será o texto, verbal e não-verbal, como unidade de linguagem
em uso. Propõe-se que, nas aulas de Língua Estrangeira Moderna, o professor
aborde os vários gêneros textuais, em atividades diversificadas, analisando a
função do gênero estudado, sua composição, a distribuição de informações, o
grau de informação presente ali, a intertextualidade, os recursos coesivos, a
coerência e, somente depois de tudo isso, a gramática em si. Sendo assim, o
ensino deixa de priorizar a gramática para trabalhar com o texto, sem, no
entanto, abandoná-la. Cabe lembrar que disponibilizar textos aos alunos não é o
bastante. É necessário provocar uma reflexão maior sobre o uso de cada um deles
e considerar o contexto de uso e os seus interlocutores.
f)EDUCAÇÃO FÍSICA
A
Educação Física é a área de conhecimento que introduz e integra os alunos na
cultura corporal do movimento, com a finalidade de lazer, expressão de
sentimentos, afetos e emoções, manutenção e melhoria da saúde.
O desenvolvimento do Projeto de Qualidade de Vida, através do lúdico, é o fazer direcionando para os jogos de inclusão, cuja premissa básica é a participação dos alunos, respeitando seus limites, individualidade e o momento de cada um.
Considerando
o objeto de ensino e de estudo da Educação Física tratado nas diretrizes
educacionais, isto é, a Cultura Corporal, por meio dos Conteúdos Estruturantes
propostos – esporte, dança, ginástica, lutas, jogos e brincadeiras –, a
Educação Física tem a função social de contribuir para que os alunos se tornem
sujeitos capazes de reconhecer o próprio corpo, adquirir uma expressividade
corporal consciente e refletir criticamente sobre as práticas corporais.
O
professor de Educação Física tem, assim, a responsabilidade de organizar e
sistematizar o conhecimento sobre as práticas corporais, o que possibilita a
comunicação e o diálogo com as diferentes culturas. No processo pedagógico, o
senso de investigação e de pesquisa pode transformar as aulas de Educação
Física e ampliar o conjunto de conhecimentos que não se esgotam nos conteúdos,
nas metodologias, nas práticas e nas reflexões.
g)ARTES
O ensino de Artes deve dar condições ao educando de vivenciar
experiências significativas que permitam o diálogo maior com a arte e os seus
processos de criação. É a oportunidade de vivenciar, experimentar,
criar e investigar, proporcionando a troca e a descoberta.
A aprendizagem ganha um sentido mais amplo, a partir do momento em que as situações estabelecem relações entre os trabalhos individuais, em grupos, e a produção social de arte, assimilando e percebendo correlações entre o que se faz na escola e o que é e foi realizado pelos artistas na sociedade no âmbito local, regional, nacional e internacional.
Aprender arte envolve, além do desenvolvimento das atividades artísticas e estéticas, apreciar e situar a produção social em todas as épocas e culturas.
O trabalho metodológico da disciplina artes envolve cantigas e
folguedos, contos tradicionais danças, textos escritos, vídeos, documentários,
produção de literatura de cordel, e com uma infinidade de objetos que são
diferentes em cada região do Brasil, conhecer e explorar as diversas obras
artísticas, além disso, pode encontrar, na arte local de sua comunidade, uma
fonte inestimável de aprendizagem para seus alunos.
h)CIÊNCIAS
O ensino de ciências propõe conhecimentos em funções de sua importância
social, de seu significado para os alunos e de sua relevância científica -
tecnológica, organizando-os nos eixos temáticos “vida e ambiente” “ser humano e
saúde”, “tecnologia e sociedade” e “terra e universo”.
Através do estudo de Ciências, o homem procura formular leis,
compreender os fenômenos da natureza e utilizar os recursos naturais, além de
tentar compreender a sua interação com o ambiente. Nessa perspectiva, o
educando inicia a investigação científica, através da observação, pesquisa,
experimentação, análise, conclusão, registro e generalização.
O aprendizado é proposto de forma a propiciar aos alunos o desenvolvimento de uma compreensão do mundo que lhes dê condições de continuamente colher e processar informações, desenvolver sua comunicação, avaliar situações, tomar decisões, ter atuação positiva e crítica em seu meio social. Assim, desenvolve valores e atitudes essenciais à vida contemporânea na formação do cidadão global.
A inserção
de atividades experimentais na prática docente apresenta-se como uma importante
ferramenta de ensino e aprendizagem, quando mediada pelo professor de forma a
desenvolver o interesse nos estudantes e criar situações de investigação para a
formação de conceitos.
Tais atividades
não têm como único espaço possível o laboratório escolar, visto que podem ser
realizadas em outros espaços pedagógicos, como a sala de aula, e utilizar
materiais alternativos aos convencionais.
A
observação de elemento estimula, no estudante, a capacidade de observar
fenômenos em seus detalhes para estabelecer relações mais amplas sobre os
mesmos. Por outro lado, permite que o professor perceba as dificuldades
individuais de interpretar tais fenômenos devido à falta de atenção e a lacunas
teórico-conceituais.
A observação é uma alternativa viável e coerente com a própria
natureza da disciplina. O estudante pode desenvolver observações e superar a
simples constatação de resultados, passando para construção de hipóteses que a
própria observação possibilita.
O conhecimento científico tem o mérito de ampliar nossa capacidade
de compreender e atuar no mundo em que vivemos. Por isso, o ensino de ciências
deve oferecer ao aluno oportunidades de reflexão e ação e prepará-lo, para
reivindicá-los por amadurecimento próprio.
O ensino de ciências pode alcançar esse objetivo se estiver
vinculado a situações cotidianas, nas quais o aluno seja convidado a
posicionar-se diante de fatos e fenômenos novos. Dessa forma, o estudante
aprende a problematizar situações e a aceitar diferentes maneiras de entender o
mundo. O estudo de ciências deve contribuir para que os alunos compreendam
melhor o mundo e suas transformações, possam agir de forma responsável em
relação ao meio ambiente e aos seus semelhantes e refletir sobre as questões
éticas que estão implícitas na relação entre ciência e sociedade. Nesse
processo, o papel do educador é fundamental. Sua atitude é sempre uma
referencia para os alunos.
O desenvolvimento de atividades e valores é tão essencial quanto o
aprendizado de conceitos e de procedimentos. Nesse sentido, é responsabilidade
da escola e do professor promover o questionamento, o debate, a investigação,
visando o entendimento da ciência como construção histórica e como saber
prático, superando as limitações do ensino passivo, fundado na memorização de
definições e de classificação sem qualquer sentido para o aluno.
I)ENSINO
RELIGIOSO
Em termos metodológicos propõe-se, nestas
Diretrizes, um processo de ensino e de aprendizagem que estimule a construção
do conhecimento pelo debate, pela apresentação da hipótese divergente, da
dúvida – real e metódica –, do confronto de idéias, de informações discordantes
e, ainda, da exposição competente de conteúdos formalizados. Opõe-se, portanto,
a um modelo educacional que centra o ensino tão-somente na transmissão dos
conteúdos pelo professor, o que reduz as possibilidades de participação do
aluno e não atende a diversidade cultural e religiosa.
Abordar conteúdos escolares que tratem das diversas
manifestações culturais e religiosas, dos seus ritos, das suas paisagens e dos
seus símbolos, e relações culturais, sociais, políticas e econômicas de que são
impregnadas as formas diversas de religiosidade.
Assim, nestas diretrizes, qualquer religião deve
ser tratada como conteúdo escolar, uma vez que o Sagrado compõe o universo
cultural humano e faz parte do modelo de organização de diferentes sociedades.
A disciplina de Ensino Religioso deve propiciar a compreensão, comparação e
análise das diferentes manifestações do Sagrado, com vistas à interpretação dos
seus múltiplos significados. Ainda, subsidiará os educandos na compreensão de
conceitos básicos no campo religioso e na forma como as sociedades são
influenciadas pelas tradições religiosas, tanto na afirmação quanto na negação
do Sagrado. Em outras palavras, pode-se dizer que: aquilo que para as igrejas é
objeto de fé, para a escola é objeto de estudo. Isto supõe a distinção entre
fé/crença e religião, entre o ato subjetivo de crer e o fato objetivo que a
expressa. Essa condição implica a superação da identificação entre religião e
igreja, salientando sua função social e o seu potencial de humanização das
culturas.
j) REDAÇÃO E EXPRESSÃO
O trabalho com esse componente Curricular será com
um amplo leque de gêneros: crônicas, contos, letras de músicas, noticias,
reportagens, artigos, entrevistas, fabulas, e-mail, textos da internet, textos
do livro didático, além das regras básicas para escrever bem, e com
coerência tópicos essenciais de
gramática e ortografia, bem como o direcionamento para a consulta constante a
dicionários, que auxiliam os alunos a escrever com correção, desde os primeiros
anos/series do Ensino fundamental.
Ouvir falar, falar, ler
e escrever são atividades que executamos todos os dias e com tanta freqüência
que muitas vezes nem as percebemos nem pensamos nelas. O mundo vive em
comunicação, o tempo todo e para
participar dessa comunicação diária e incessante, é necessário não só se
expressar com clareza, por escrito ou oralmente, mas também compreender as
mensagens que recebemos de outras pessoas. Pretendemos fornecer meios
necessários para um bom desempenho no cotidiano dos alunos, em atividades de
ouvir, falar, ler e escrever. Para isso, utilizaremos uma linguagem bem moderna
e atual e selecionaremos os mais variados recursos possíveis.
O objetivo fundamental
deste trabalho com leituras e redação é desenvolver a recepção de textos e a
escritura religando-as com a vida, de forma a motivar os alunos a desenvolver a
aprimorar sua capacidade de auto-descoberta e auto-expressão.
Pretende-se deflagrar
as produções dos alunos, instaurando um clima motivador para a criação,
centrada na descoberta e em suas múltiplas demissões e no desenvolvimento de
uma linguagem criativa, poética, sensível, analógica, metafórica; propiciando o
reconhecimento de temáticas e estruturas textual, por meio de conteúdos sempre
instigadores e de forma não-tradicional. Deve-se estimular os alunos a reparar
na qualidade dos textos escolhidos, todos carregados de poeticidade e abordando
temas fundamentais e regionais.
Observaremos na
produção de textos pelos alunos, a leitura que deve ser tão enfatizada quanto a
escrita. Mostrar as redações em classe para os comentários do professor e dos
colegas para gradativamente ir aperfeiçoando a escrita e a leitura dos textos,
será uma prática imprescindível ao longo do ano letivo. Para isso o professor
deve sempre e pode sempre contribuir para o processo criativo, conquistando a
confiança dos alunos, priorizando as qualidades dos textos produzidos pelos
alunos, a fim de não inibir sua criatividade; mas sempre levantando de forma
fraterna os problemas gramaticais, estilísticos ou estruturais que por ventura
existirem.
k) SOCIEDADE E CULTURA
Os conteúdos programáticos a ser trabalhado nesta
disciplina devem buscar o resgate da cultura e os diversos aspectos da historia
que caracterizam a formação da população brasileira, bem como em seus aspectos
históricos, costumes, valores, étnicos, bem como os estudos da história da África
e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura
negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade
nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e
política, pertinentes a História do Brasil.
Compreender a cidadania
como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres
políticos, civis e sócias, adotando, no dia- a-dia atitudes de solidariedade
cooperação e repudio as injustiças; respeitando o outro e exigindo para si o
mesmo respeito. O aluno deve ser informado de características fundamentas do
Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais, como meio para construir
progressivamente a noção de identidade cultural e nacional bem como formando sua
personalidade pessoal e o sentimento de pertinência a uma sociedade.
Dessa forma por meio
desta área de conhecimento buscamos instigar no aluno a valorização a pluralidade cultural
e do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de
outros povos e nações que ajudaram a construir nossa identidade cultural, em
aulas prazerosas utilizando-se de fontes de informação e recursos tecnológicos
para adquirir e construir nosso conhecimento cultural.
Sempre dando o sentido
que será possível a transformação da sociedade pela organização democrática e
pela definição intencional de prioridades sócias alem do cultivo de sentimentos
de solidariedade ativa de responsabilidades comum pelos destinos de todos.
Utilizaremos de uma
metodologia de trabalho que se concentra nas condições básicas para o
desenvolvimento da transversalidade e da pluralidade cultural que aborde a inserção de temas
diversos para levar ao aluno o conhecimento da sua cultura local, regional e
nacional, em conteúdos ministrados com a finalidade de enriquecimento da
percepção do mundo aprimorando o espírito critico perante situações vividas e
informações recebidas, n o se refere a temática.
4
- DESENVOLVIMENTO DA PROSTA PEDAGÓGICA
A
Escola Municipal Presidente Dutra desenvolve uma educação voltada para a
formação humanística de seus alunos o resgate da dignidade humana,
desenvolvimento intelectual e social:
a) Igualdade
de condições para acesso a permanência na escola. Sairane alerta-nos para o
fato de que há desigualdade no ponto de partida, mas igualdade no ponto de
chegada deve ser garantida pela mediação da escola. Portanto, só é possível
considerar o processo educativo em seu conjunto sob condições de se distinguir
a democracia como possibilidade no ponto de partida e democracia como realidade
no ponto de chegada (1982,P.63). Igualdade de oportunidade requer, portanto,
mais que a expansão quantitativa de ofertas, requer ampliação do atendimento
com simultânea manutenção de qualidade.
b) Qualidade que não pode
ser privilégio de minorias econômicas e sociais. O desafio da escola “Municipal
Presidente Dutra” é oferecer uma educação de qualidade, estabelecendo no eixo
central de sua prática pedagógica, com o planejamento participativo e
integrado.
c) Gestão democrática-
é um princípio consagrado pela constituição vigente e abrange as dimensões
pedagógicas, administrativa e financeira. Ela visa romper com a separação entre
concepção a execução, entre o pensar e o fazer, entre teoria e prática. Busca
resgatar o controle do processo e do produto do trabalho pelos educadores. A
Escola Municipal Presidente Dutra terá o cuidado de promover a prática da
participação coletiva, que elimina a exploração; da solidariedade, que supera a
opressão, da autonomia, que anula a dependência de órgão intermediário que
elaboram políticas educacionais das quais a escola é mera executora.
d) Liberdade –
o princípio da liberdade está sempre associado à idéia de autonomia. O que é
necessário, portanto como ponto de partida, é o resgate do sentido dos conceitos
de autonomia e liberdade. A autonomia e a liberdade fazem parte da própria
natureza do ato pedagógico. O
significado de autonomia remeteu-nos para regras e orientações criadas pelos
próprios sujeitos da ação educativa sem imposição externa. A Escola Municipal
Presidente Dutra terá o cuidado de sempre manter uma autonomia relativa, sendo
que a liberdade constrói-se na vivência coletiva, interpessoal.
e)
Valorização do magistério da qualidade de ensino ministrado pela escola e
seu sucesso, na tarefa de formar cidadãos capazes de participar da vida socioeconômica,
política e cultural do país relacionam-se estreitamente a formação (inicial e
continuada), condições de trabalho, remuneração, elementos esses indispensáveis
á profissionalização do magistério. A Escola Municipal Presidente Dutra propõe
garantir o direito de aperfeiçoamento profissional, valorizando a experiência e
o conhecimento dos profissionais em educação. Segundo Veiga e Carvalho. O reforço a valorização dos profissionais da
educação garantindo-lhe o direito ao aperfeiçoamento profissional permanente,
significa “valorizar a experiência e o conhecimento que o professor tem a
partir de sua prática pedagógica” (1994, p.51).
Os
inúmeros problemas educacionais e o verdadeiro papel da educação formal são
motivos de ampla discussão na sociedade moderna. Urge empreender um esforço
coletivo para vencer as barreiras e os entraves que inviabilizam a construção
de uma escola pública que eduque de fato para o exercício pleno da cidadania e
seja instrumento real de transformação social, espaço em que se aprenda a
aprender, a conviver e a ser com e para os outros, contrapondo-se ao atual
modelo gerador de desigualdade e exclusão social que impera nas políticas
educacionais de inspiração neoliberal.
É de grande importância a concepção pedagógica
estar associada à função da escola determinada
socialmente, ou seja, assegurar, com competência:
a)
A difusão, acesso, manipulação e produção de conteúdos concretos (científicos,
sociais, naturais e estéticos) indissociáveis e ressonantes na realidade social
do aluno e construídos historicamente. Assim, constitui-se como instrumentos de apropriação do saber , ajudando na minimização da
seletividade social e democratização do acesso e do saber, como parte integrante
de todo social. Assim, ”a educação por ela ofertada, deve ser uma atividade
mediadora no seio da prática social global, através da intervenção do
professor” (LIBÂNEO, P.17).
b) A compreensão ampla (numa perspectiva de
nacionalidade e universalidade) de
cultura,
saberes, relações sociais, mecanismos de dominação e discriminação, de mundo, de
sociedade, de escola, de professor e educador, de aluno, etc., como
condição básica para transformação social do exercício pleno da cidadania.
c) A necessidade de superação progressiva da
forma de organização do sistema sócio-econômico vigentes, respaldada pela
concretização e expressão da consciência política de professores e alunos,
pais, direção, etc., decodificada na convergência de interesses por uma educação
de qualidade.
Baseado
nesses princípios legais a Escola Municipal Presidente Dutra, propõe como meta
para a Proposta Pedagógica:
· Promover
uma atividade intra ou extraclasse a cada semestre no intuito de desenvolver a
auto-estima dos alunos;
· Promover
palestras educativas na unidade de ensino para funcionários e alunos com o
intuito de melhorar o relacionamento interpessoal;
· Realizar
reuniões bimestrais de pais e mestres para discutir as necessidades da escola,
a fim de achar soluções para a mesma;
·
Promover anualmente gincanas ou
campeonatos esportivos envolvendo toda comunidade escolar instigando a
interação de toda comunidade escolar;
·
Adequar 90% dos conteúdos programáticos
e do currículo escolar à realidade do aluno;
· Propiciar
o planejamento pedagógico integrado e participativo;
· Implementar
uma sala de vídeo e recursos audiovisuais na unidade de ensino;
· Implementar
uma sala ou cantinho da prevenção,
O trabalho será baseado nos
seguintes princípios:
· Promover
a transformação no cotidiano do educando dando condições à sua interação na
sociedade;
· Criar
um ambiente favorável ao desenvolvimento emocional, físico, cognitivo,
sócio-cultural e lingüístico;
· Mobilizar
os pais de forma que se conscientizem de que são elementos essenciais ao
estímulo do ensino de seus filhos e, sequentemente, requer maior participação
na formação integral do aluno;
· Proporcionar
a aquisição de novos conhecimentos nas diversas áreas do ensino;
·
Utilizar técnicas adequadas ao nível e
dificuldades do educando, proporcionando acesso o conhecimento da realidade
concreta;
5- SISTEMÁTICA DE ENSINO
A
sala de aula, constituída historicamente no local privilegiado da ação
pedagógica, não é o único ambiente em que realiza o processo
ensino-aprendizagem devendo ser utilizados todos os espaços da escola para
levar, a efeito os objetivos a que se propõe. A leitura terá como finalidade o
fornecimento de instrumentos importantes à realização e enriquecimento das
atividades pedagógicas.
As
atividades pedagógicas desenvolvidas na sala de leitura podem ser consideradas
para efeito de verificação do rendimento escolar, desde que acompanhada pelo
professor da respectiva disciplina. A
organização e o funcionamento da sala de leitura obedecerão às normas
estabelecidas no Projeto Pedagógico da escola e no Plano Anual da Escola.
O
Estabelecimento de Ensino respeitadas as normas das legislações vigentes, terão
a incumbência de organizar-se em series anuais, com duração mínima de 09 anos,
iniciando-se aos 06 anos de idade, em períodos semestrais obedecendo o calendário
anual com o numero de horas previsto em Lei, de ao final do ano letivo as
atividades deverão perfazer um total 200 dias letivos e a um total de horas
mínimas exigidas por lei de acordo com a organização curricular da Rede
Municipal de Ensino de Nossa Senhora da Glória-SE.
A Escola Municipal Presidente
Dutra, pretende desenvolver um trabalho eficaz, contribuindo para a formação de
cidadãos capazes para enfrentar os desafios do mundo moderno. O cerne dos
entraves a aprendizagem encontra-se no meio em que o indivíduo está inserido.
Ninguém avança sozinho na sua aprendizagem, portanto, a cooperação é
fundamental e encontra-se na escola, que deve valorizar as diferentes
habilidades do aluno. O aprendizado é essencial para o desenvolvimento do
indivíduo e dá-se, sobretudo, pela interação social.
Na conjuntura de um mundo
globalizado, não existirá certamente o método ideal para ensinar nossos alunos
a enfrentar a indefinição e a complexidade de nossos dias, mas sim haverá
alguns métodos mais favoráveis do que outros. A ênfase ao exercício pleno e
consciente da cidadania será sempre presente e a busca de uma formação com
dimensão humanística será constante.
Para Philippe Perrenoud, os
profissionais da educação devem adquirir algumas competências essenciais para
enfrentar a atual realidade: Organizar e dirigir situações de aprendizagem; Administrar
a progressão das aprendizagens; Conceber e fazer evoluir os dispositivos de
diferenciação; Envolver os alunos em sua aprendizagem e em seu trabalho; Trabalhar
em equipe; Participar da administração da escola; Informar e envolver os pais; Utilizar
novas tecnologias; Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão; Administrar
sua própria formação contínua.
6 – VERIFICAÇÃO
DO RENDMENTO ESCOLRA (Avaliação)
Em uma proposta que tem como objetivo desenvolver
capacidades e não apenas dominar conteúdos, a avaliação assume outra função.
Nos Parâmetros Curriculares Nacionais a avaliação serve de indicador para
orientar a prática educacional. Mostra ao professor quando é preciso realizar
ajustes no processo educativo. Para tanto, a avaliação exige uma observação
constante da aprendizagem. A investigação, o diagnóstico e a auto-avaliação são
práticas essenciais para o sucesso da instituição de ensino. Além disso, as
avaliações devem ocorrer continuamente, tanto em diversas situações que
envolvem aprendizagem, como no relacionamento com os colegas, no empenho em
solucionar problemas propostos, nos trabalhos escolares, nas brincadeiras etc.
No processo educativo, a avaliação deve se fazer
presente, tanto como meio de diagnóstico do processo ensino-aprendizagem quanto
como instrumento de investigação da prática pedagógica, sempre com uma dimensão
formadora, uma vez que, o fim desse processo é a aprendizagem, ou a verificação
dela, mas também permitir que haja uma reflexão sobre a ação da prática
pedagógica. Para cumprir essa função a avaliação deve possibilitar o trabalho
com o novo, numa dimensão criadora e criativa que envolva o ensino e a
aprendizagem.
Desta forma, se estabelecerá o verdadeiro sentido
da avaliação: acompanhar o desempenho no presente, orientar as possibilidades
de desempenho futuro e mudar as práticas insuficientes, apontando novos
caminhos para superar problemas e fazer emergir novas práticas educativas.
No cotidiano escolar, a avaliação é parte do trabalho dos professores.
Tem por objetivo proporcionar-lhes subsídios para as decisões a serem tomadas a
respeito do processo educativo que envolve professor e aluno no acesso ao conhecimento.
É importante ressaltar que a avaliação se concretiza de acordo com o que
se estabelece nos documentos escolares como o Projeto Político Pedagógico e,
mais especificamente, a Proposta Pedagógica Curricular e o Plano de Trabalho
Docente, documentos necessariamente fundamentados nas Diretrizes Curriculares.
Esse projeto e sua realização explicitam, assim, a
concepção de escola e de sociedade com que se trabalha e indicam que sujeitos
se quer formar para a sociedade que se quer construir. Nestas Diretrizes
Curriculares para a Educação Básica, propõe-se formar sujeitos que construam
sentidos para o mundo, que compreendam criticamente o contexto social e
histórico de que são frutos e que, pelo acesso ao conhecimento, sejam capazes
de uma inserção cidadã e transformadora na sociedade.
A avaliação, nesta perspectiva, visa contribuir
para a compreensão das dificuldades de aprendizagem dos alunos, com vistas às
mudanças necessárias para que essa aprendizagem se concretize e a escola se
faça mais próxima da comunidade, da sociedade como um todo, no atual contexto
histórico e no espaço onde os alunos estão inseridos. Não há sentido em
processos avaliativos que apenas constatam o que o aluno aprendeu ou não
aprendeu e o fazem refém dessas constatações, tomadas como sentenças
definitivas. Se a proposição curricular visa à formação de sujeitos que se
apropriam do conhecimento para compreender as relações humanas em suas
contradições e conflitos, então a ação pedagógica que se realiza em sala de
aula precisa contribuir para essa formação.
A verificação do
rendimento escolar, de acordo com a lei, compreende a avaliação do
aproveitamento e a apuração da assiduidade, conforme amplamente descrito em
nosso Novo Regimento Escolar.
Assim sendo, especificamente no tocante aos alunos do Ensino Fundamental, a avaliação é feita de forma contínua, expressa em notas bimestrais, envolvendo aspectos formativos e informativos, objetivando permitir a diagnose do binômio ensino-aprendizagem e caracterizando o aluno em função dos critérios estabelecidos. Nela são considerados os trabalhos individuais, os trabalhos feitos em grupos, as provas, os testes, assim como as auto-avaliações e as avaliações feitas a partir de observações do professor, exercícios para verificação da aprendizagem, seminários, debates em salas de aula.
Na medida em que tanto a Educação Infantil quanto o 1º ano do Ensino Fundamental não possuem natureza reprobatória, nestas turmas a avaliação é feita mediante acompanhamento, pelo professor, relatado em ficha específica que envolve o desenvolvimento individual e social dos alunos, observando-se os aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivo/lingüísticos e sociais que envolvem o processo ensino-aprendizagem.
A Escola também adota um Relatório Individual relativo ao desempenho de cada aluno em particular, contendo seus interesses e desinteresses, empenho em realizar as tarefas, situações que merecem cuidados, sugestões concernentes ao crescimento dos mesmos, redigido semanalmente pelos professores, permitindo aos responsáveis um conhecimento mais aprofundado sobre o dia-a-dia dos educandos
Na
instituição. Além do Relatório Individual, os professores das turmas da
Educação Infantil e do 1º ano do Ensino Fundamental elaboram e entregam aos
responsáveis um relatório detalhado sobre as atividades e os conteúdos
trabalhados pelas turmas como um todo.
Importa dizer também que fazemos uso de mecanismos não tradicionais de verificação da aprendizagem, principalmente através de atividades lúdicas e da produção de trabalhos (individuais e coletivos), através dos quais temos buscado não cercar a liberdade de expressão do aluno. Desta maneira acreditamos que estamos tendo uma visão muito mais real e justa sobre seus verdadeiros conhecimentos. Todavia, no tocante ao Ensino Fundamental – com exceção do 1° ano, que como dissemos anteriormente possui avaliação diferenciada prevista na lei 11.274, de 06/02/2006 –, nossos alunos são também alvo de avaliações formais, havendo por bimestre um ou mais testes (orais ou escritos) e trabalhos individuais ou de grupo relativos aos conteúdos estudados, além de uma prova.
A
média bimestral é fruto da soma destas avaliações formais, mais uma nota de
auto-avaliação que o próprio aluno se confere e uma nota atribuída pelo (a)
professor (a), que corresponde aos aspectos cognitivo, afetivo e psicomotor por
ele (a) observado no educando. Como se pode inferir de todo o exposto, nossa
verificação do rendimento escolar é feita em caráter permanente, perfazendo
todo o processo de construção do conhecimento e não apenas em avaliações
formais, oferecendo constante e paralelamente ao processo de aprendizagem, a
todos os alunos, oportunidades de refazer o percurso anteriormente adotado e buscar
o melhor caminho para elaborar o seu
próprio saber. O processo avaliativo deve se basear no desenvolvimento
subjetivo do potencial do aluno, considerando as relações entre os desafios do
indivíduo frente à sala de aula e o resultado de seu esforço para com os
objetivos escolares. De modo que o processo avaliativo comporta um caráter
eminentemente subjetivo, considerando as variáveis ligadas à situação
específica do aluno, pertinentes à sua experiência de vida. Tal proposta
sintoniza-se com o caráter humanista empreendido nas estratégias de ensino, não
perdendo de vista a centralidade do indivíduo em todas as etapas do processo.
Ao mesmo tempo, considera-se a avaliação enquanto ferramenta pedagógica de
reforço da aprendizagem, sendo o momento em que o aluno consolida o
conhecimento adquirido no decorrer das etapas anteriores do ensino.
A tradução numérica do rendimento escolar deve considerar
a participação do aluno no decorrer do processo de ensino e aprendizagem, sendo
relevantes nesse quesito: a freqüência escolar, a participação ativa nas
tarefas propostas, o envolvimento com o saber no decorrer do ano letivo e o
próprio desempenho do aluno por ocasião do processo avaliativo. Quanto à
realização das provas, as mesmas devem reservar espaços para a expressão
letrada, partindo do desenvolvimento de textos e respostas elaboradas por parte
dos alunos, como também com espaços para a expressão da compreensão geral, o
que implica em checar o conhecimento adquirido mediante outras linguagens que
não exclusivamente a escrita. Nesse ponto, a descrição de eventos ou processos
importantes para o conhecimento da história pode-se se valer dos recursos da
imagem, do desenho, da fala, ou de outros modos de expressão.
O processo avaliativo, por sua vez, deve acompanhar o
calendário oficial definido pelo estabelecimento escolar, considerando as
orientações referentes à tradução numérica do desempenho, incentivando a
participação dos alunos nas tarefas coletivas, como na participação de gincanas
esportivas ou culturais ou demais atividades propostas pelo conjunto do corpo
pedagógico.
Haverá espaço para a revisão do resultado do processo
avaliativo mediante discussões conjuntas entre todos os profissionais docentes,
a partir de estudos de caso envolvendo o rendimento individual do aluno.
Ressalva-se, todavia, que as decisões não podem perder de vista um caráter
eminentemente pedagógico, considerando a relação de incentivo à continuidade
dos estudos, ou de desdobramento causal do interesse (ou não interesse) do
aluno em relação às discussões da disciplina, considerando se há (ou não) o
mérito efetivo para a revisão do processo.
Em decorrência do que
acabamos de expor a escola oferece, aos alunos do Ensino Fundamental que não alcançam
semestralmente a média 5,0 (cinco) em algum componente curricular, a possibilidade
de aulas de recuperação paralela, visando melhor aproveitamento futuro, mas sem
possibilidade de modificar de imediato as notas já obtidas.
A escola também
proporciona estudos e avaliações de recuperação, ao final do ano letivo, para
os alunos dos Anos Complementares do Ensino Fundamental que não alcançam média
final 5,0 (cinco) em qualquer um dos componentes curriculares. Todavia, o
número máximo de componentes curriculares com médias finais abaixo de 5,0
(cinco), para que o aluno tenha direito à recuperação ao final do ano letivo, é
de 3 (três). Assim sendo, o aluno dos Anos Complementares do Ensino Fundamental
que obtém, durante o ano letivo, média final inferior a 5,0 (cinco) em 4
(quatro) ou mais componentes curriculares é automaticamente reprovado.
6.1-CONCLUSÃO
Conforme vimos expondo, nossa Proposta Pedagógica pretende sobretudo formar indivíduos mais criativos, independentes, com disposição para tomar iniciativas próprias e fazer pesquisa, mas que ao mesmo tempo acreditem que o conhecimento deve ser feito através da interação e da cooperação entre as pessoas e em uma sociedade mais fraterna e menos competitiva.
É
desta forma que temos pretendido, o mais firmemente possível, atingir todos os
importantes objetivos traçados pelo artigo 32 da Nova Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional (Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996), em seus itens I,
II, III e IV, desenvolvendo no aluno a capacidade de aprender, a compreensão do
ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos
valores da sociedade, formando atitudes, criando e respeitando valores,
aproveitando todas as oportunidades possíveis no sentido de fortalecer os
vínculos de família, os laços de solidariedade humana e a tolerância entre as
pessoas.
Nas salas de aula, o professor é quem
compreende a avaliação e a executa como um projeto intencional e planejado, que
deve contemplar a expressão de conhecimento do aluno como referência uma
aprendizagem continuada. No cotidiano das aulas, isso significa que:
• é importante a compreensão de que uma atividade de avaliação situa-se entre
a intenção e o resultado e que não se diferencia da atividade de ensino, porque
ambas têm a intenção de ensinar;
• no Plano de Trabalho Docente, ao definir os conteúdos específicos trabalhados
naquele período de tempo, já se definem os critérios, estratégias e instrumentos
de avaliação, para que professor e alunos conheçam os avanços e as
dificuldades, tendo em vista a reorganização do trabalho docente;
• os critérios de avaliação devem ser definidos pela intenção que orienta
o ensino e explicitar os propósitos e a dimensão do que se avalia. Assim, os critérios
são um elemento de grande importância no processo avaliativo, pois articulam
todas as etapas da ação pedagógica;
• os enunciados de atividades avaliativas devem ser claros e objetivos.
Uma resposta insatisfatória, em muitos casos, não revela, em princípio, que o estudante
não aprendeu o conteúdo, mas simplesmente que ele não entendeu o que lhe foi
perguntado. Nesta
circunstância, o difícil não é desempenhar a tarefa solicitada, mas sim
compreender o que se pede;
• os
instrumentos de avaliação devem ser pensados e definidos de acordo com as
possibilidades teórico-metodológicas que oferecem para avaliar os critérios
estabelecidos. Por exemplo, para avaliar a capacidade e a qualidade argumentativa,
a realização de um debate ou a produção de um texto serão mais adequados do que
uma prova objetiva;
• a
utilização repetida e exclusiva de um mesmo tipo de instrumento de avaliação
reduz a possibilidade de observar os
diversos processos cognitivos dos alunos, tais como: memorização, observação,
percepção, descrição, argumentação, análise crítica, interpretação,
criatividade, formulação de hipóteses, entre outros;
• uma
atividade avaliativa representa, tão somente, um determinado momento e não todo
processo de ensino-aprendizagem;
• a
recuperação de estudos deve acontecer a partir de uma lógica simples: os conteúdos
selecionados para o ensino são importantes para a formação do aluno, então, é
preciso investir em todas as estratégias e recursos possíveis para que ele
aprenda.
A recuperação é justamente isso: o
esforço de retomar, de voltar ao conteúdo, de modificar os encaminhamentos
metodológicos, para assegurar a possibilidade de aprendizagem. Nesse sentido, a
recuperação da nota é simples decorrência da recuperação de conteúdo.
Assim, a avaliação do processo
ensino-aprendizagem, entendida como questão metodológica, de responsabilidade
do professor, é determinada pela perspectiva de investigar para intervir. A
seleção de conteúdos, os encaminhamentos metodológicos e a clareza dos
critérios de avaliação elucidam a intencionalidade do ensino, enquanto a
diversidade de instrumentos e técnicas de avaliação possibilita aos estudantes
variadas oportunidades e maneiras de expressar seu conhecimento. Ao professor,
cabe acompanhar a aprendizagem dos seus alunos e o desenvolvimento dos
processos cognitivos. Por fim, destaca-se que a concepção de avaliação que
permeia o currículo não pode ser uma escolha solitária do professor. A
discussão sobre a avaliação deve envolver o coletivo da escola, para que todos
(direção, equipe pedagógica, pais, alunos) assumam seus papéis e se concretize
um trabalho pedagógico relevante para a formação dos alunos.
5
7 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
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Político Pedagógico Organização: Ilma Passos A. Veiga. Papirus Editora,
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